Cartazes “Trago a pessoa amada”

 

Tema: Comportamento/ Sociedade

Foco: Cartazes “Trago a pessoa amada” 

 

1. Quero escrever sobre os cartazes grudados em postes que prometem trazer a pessoa amada em uma semana ou um mês, particularmente sobre algum que fique próximo ou na Av. Paulista.

2. Esses cartazes sempre me intrigaram. Sempre os vi como algo abandonado, velho, mas será que foram esquecidos mesmo? Desde criança imaginava por trás deles uma mulher com longas roupas de pano em frente a uma bola de cristal em algum cenário escuro e misterioso, enquanto seus ajudantes recolhiam o dinheiro dos clientes. Mas quero descobrir as histórias que eles realmente transportam.

3. Tenho curiosidade em quatro lados da história. Quem faz, quem experimenta, quem ignora e quem já parou para pensar sobre isso. Primeiro, de onde surgiu essa ideia, onde colocam os cartazes, quem realiza esses “trabalhos” para atrair o amado, onde aprenderam e como se vestem. Só trabalham com isso? Algum já cumpriu o que prometeu? Há na sua razão de ser alguma curiosidade na vida alheia? Como isso funciona no dia a dia? Existe isso em alguma outra cidade ou país, a prática faz parte de alguma religião e como são e onde ficam esses lugares? Depois, quem acredita nessas promessas, quem já foi nesses lugares, já havia experimentado algo do tipo? O que fez essas pessoas pegarem o telefone? Um ato de desespero? Curiosidade? Em terceiro, será que esses cartazes funcionam mesmo ou ninguém nunca ligou? Por que não ligar? Descrença? Receio? E, por último, alguém já pensou em ligar mas não ligou? Por quê? Alguém já reparou nisso? Alguém já escreveu sobre isso?

4. Na verdade a matéria pretende responder três perguntas centrais: será que quem colocou os cartazes realmente acredita e sabe o que faz ou faz por dinheiro? O que exatamente essa pessoa faz? E será que os cartazes funcionam mesmo ou são sempre ignorados?

5. Pretendo procurar primeiramente quem colocou os cartazes (se der, mais de um) e depois pessoas que experimentaram ou usufruem do serviço. Por último, pessoas nas ruas que frequentemente passam em frente a eles e, se houver, alguém que já tenha refletido sobre o assunto ou escrito sobre ele.

6. Acho que é algo que passa totalmente despercebido aos olhos em meio às nossas vidas agitadas e em um ponto da cidade tão movimentado; uma peculiaridade de São Paulo como aquelas que Gay Talese numerou em Nova York. Também me parece interessante por ser um mundo totalmente desconhecido para quem nunca experimentou. Vejo como um mistério a ser desvendado, como um lugar incomum que pode trazer histórias inusitadas.

JÚLIA BARBON

 

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