Uma profissão carregada de aventuras

Para realizar suas pesquisas, o meteorologista já enfrentou nevascas e incêndio

– Esse ano venho me dedicando a esse projeto, que tem como objetivo estudar o clima de São Paulo utilizando uma rede de medidas do balanço de energia da superfície,  conta animado, conferindo um gráfico no seu laptop.

Amauri que é meteorologista e trabalha na Universidade de São Paulo, 56 anos, conta sobre seu projeto de maneira animada, mas se mostra ansioso quando percebe que está na hora de buscar sua esposa, Valéria, com quem está casado  há 29 anos, no trabalho.

No carro, percebo que o meteorologista sintoniza na CBN e presta atenção quando o radialista fala sobre um acidente na Marginal Tietê.

-É incrível a irresponsabilidade que algumas pessoas tem no trânsito, eles, simplesmente, não entendem que o carro pode ser usado como uma arma, se não for administrado com cuidado. No caminho até a USP vejo as pessoas fazerem cada loucura, é impressionante.

Com um filho de 18 anos e uma filha de 20, Amauri diz do seu receio sobre os seus filhos dirigirem e que faz de tudo para que eles entendam sobre a importância de ser responsável no trânsito.

De volta ao apartamento, na zona norte de São Paulo, Amauri me conta sobre seu doutorado que foi feito em Albany, nos Estados Unidos:

– Eu fiz um curso aqui no Brasil com um pesquisador americano, David Fitzjarrald e ele me convidou para ir fazer o doutorado nos Estados Unidos e ai quando eu terminei o mestrado eu fiz alguns exames para entrar na universidade e em agosto de 1986 eu fui para lá.

Por ser meteorologista, Amauri já viajou para inúmeros lugares do mundo:

– Já viajei para muitos lugares, como a Eslovênia, a França, o Arquipélago de Fernando de Noronha, a Itália, a Espanha, o Alasca, pelo Mediterrâneo, mas sem dúvidas, a experiência mais diferente que eu vivi foi a de passar um mês na Antártica, onde eu vi nevasca, chuva congelante.

– O que exatamente você fazia lá? Perguntei curiosa.

– A Antártica é uma região, do ponto de vista cientifico de grande interesse. É uma região que regula a temperatura e controla a concentração dos gases, por exemplo, os gases do efeito estufa. E fazendo as medições nós esperamos contribuir entendendo melhor esse efeito regulador que os polos têm sobre o clima do planeta.

Na segunda-feira, combino de encontra-lo na USP, para acompanhar sua rotina no trabalho. Chegando lá, me deparo com Amauri tomando um café e se preparando para ir para o laboratório acompanhar as medições do seu projeto.

– Amauri, qual episódio profissional mais marcou sua vida? – pergunto, acreditando ser o incêndio ocorrido na Estação Comandante Ferraz, na Antártica.

E para a minha surpresa, ele diz:

– Foi quando eu terminei meu doutorado, porque, a partir disso, eu não precisaria mais de um orientador para fazer minhas pesquisas e isso  foi um passo muito importante para mim, foi o momento no qual ele conseguiu ter maior autonomia no seu trabalho.

 De engenheiro a meteorologista

Sobre sua profissão, Amauri relata que escolheu meteorologia pois queria algo que envolvesse exatas, mas que não fosse relacionado com tecnologia:

– Antes de fazer faculdade, eu fiz um curso técnico em mecânica e achava que iria fazer engenharia mecânica. Então, estudei e entrei na UNESP, em Guaratinguetá, e no terceiro ano, quando comecei a ter matérias mais específicas, vi que não gostava daquilo. Então acabei entrando em meteorologia, na USP.

Logo que ele se formou, em 1982, o meteorologista foi convidado a trabalhar na USP com a condição de fazer um doutorado em outro país e foi assim que acabei indo para os Estados Unidos.

Quando eu pergunto sobre a pior viagem, Amauri responde sem hesitar , que foram as três vezes em que foi para o Arquipélago São Pedro/São Paulo, pois o navio era muito pequeno e chacoalhava muito.

 – Com certeza, havia mais pessoas do que a lotação máxima do navio. Foi um horror, o navio era velho e nós ficamos quatro dias para chegar no Arquipélago e mais quatro dias para voltar de lá.

 E do ponto de vista científico, a viagem que ele mais gostou foi a que ficou em um navio do Instituto Francês do Mar, em que participou de um experimento no mar Mediterrâneo, onde um navio todo equipado no Golfo de Lyon, no costa da França, onde ficou 21 dias.

Depois só voltei a encontrar o Amauri no outro fim de semana no seu apartamento, onde conversei com o sua esposa, Valéria sobre as viagens do seu marido.

– As viagens constantes fazem parte das nossas vidas. Elas influenciam na dinâmica familiar, mas isso já foi mais complicado, quando nossos filhos eram pequenos  tinham que lidar com a ausência dele. Mas de modo geral, ele sempre deu um jeito de manter contato e amenizar a saudades,

Valéria ainda falou sobre sua preocupação com os riscos que o marido corre em suas viagens:

– Para mim, era e é muito difícil lidar com a ideia de que algumas pesquisas envolvem grandes riscos, como por exemplo, as viagens para o Arquipélago de São Pedro/São Paulo e para a Base Militar na Antártica. São situações que envolvem dificuldades de comunicação e portanto, me deixam apreensiva.

Ela ainda completa:

– Sinceramente,  apesar de entender a necessidade e o desejo dele de encarar essas aventuras, até hoje não consigo lidar muito bem com isso.

Histórias de grandes aventuras

De todos os países que o meteorologista chegou a ir, a Itália foi o que ele achou mais incrível, pois segundo ele é um país lindíssimo. Já a Eslovênia, para o Amauri, foi o país mais estranho que ele foi, porque o ninguém falava em inglês e a comunicação com as pessoas era muito difícil.

Quando eu comento sobre a minha surpresa na resposta sobre o fato que marcou sua vida profissional, ele fala:

– O incêndio na Antártica foi algo que me deixou triste, foi perigoso, porque a temperatura era muito baixa, dois militares tinham morrido, alguns cientistas estavam machucado, era um lugar complicado e até recebermos socorro, nós passamos por alguns momentos complicados.

Uma das coisas que o meteorologista perdeu no incêndio foram os sapatos, Amauri teve que usar as botas térmicas até chegar no Chile, onde conseguiu comprar sapatos para voltar para o Brasil.

Outra aventura que Amauri viveu foi a de ir para o Alasca, onde ele correu o risco de encontrar ursos:

– Lá não escurece, eu cheguei às 23h e estava sol e um dia nós avistamos um grupo de aves, mas elas eram imensas e eu fiquei com bastante medo!

Em uma das vezes que Amauri voltou dos Estados Unidos durante o seu doutorado, ele chegou a ir para a Amazônia, onde enfrentou um calor muito forte, além de ter que andar no meio da floresta e prestar muita atenção para não chegar perto de alguns bichos, como cobras, para poder chegar na base meteorológica em Manaus.

A última viagem internacional que Amauri fez a trabalho foi para Dublin, na Irlanda, onde participou de um congresso., em agosto de 2012.

Treinamentos

Uma coisa que o meteorologista teve que fazer para poder ir para alguns ligares, foi o um treinamento de sobrevivência da Marinha, onde teve que vestir roupas especiais e fazer alguns exercícios para aprender a lidar em emergências, como, por exemplo, incêndios.

– Era bem aflitivo, pois era um treinamento difícil e que dependia da colaboração do grupo. É difícil enxergar as coisas e você precisa estar sempre muito atento.

E esse treinamento foi muito útil para mim, na Antártica nós tivemos que fazer a travessia do navio até a base de bote e é necessário você estar preparado para o bote virar e para que haja outros problemas.

Pesquisa de 2013

Atualmente, o meteorologista está envolvido com uma pesquisa que começou em 2011 e está prevista para terminar no fim deste ano. Para poder fazer as medições, a equipe do meteorologista tem uma torre no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, na USP, onde estão os instrumentos responsáveis pelas medições dos componentes do balanço de energia da atmosfera. Além dessa, a equipe tem outra torre em Itutinga Pilões, para poder comparar os resultados com as medidas feitas na USP com as que são feitas numa região onde tem Mata Atlântica, perto de São Paulo, para entender o contraste que a região urbana introduz.

Amauri conclui nossa série de entrevistas me dizendo que suas viagens são muito importantes para sua vida profissional e que cada lugar tem algo de incrível para ser incorporado em suas pesquisas:

– É fantástico poder conhecer o mundo por causa da sua profissão, isso enriquece qualquer ser humano culturalmente e enriquece qualquer cientista intelectual e cientificamente.

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Perfil – Ivo Herzog

Pretendo e seria um imenso prazer realizar o perfil de Ivo, que é responsável pela manutenção e preservação do instituto Vladimir Herzog que tem como missão divulgar e premiar trabalhos jornalísticos que abordem temas que afetam os direitos humanos.

Ivo Herzog também entregou um abaixo-assinado na CBF com 55 mil assinaturas a favor da saída de José Maria Marin do cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Segundo Ivo, não é justo que os brasileiros tenham como anfitrião da Copa do Mundo de 2014 uma pessoa que incitou a violência contra opositores da ditadura.

Enfim, Ivo Herzog parece ter herdado os valores de seu pai, ele luta para que os direitos humanos sejam respeitados e valorizados e, por isso, acredito que Ivo Herzog teria milhares de histórias interessantes a serem contadas.

A hora do almoço na Avenida Paulista

A avenida mais moderna de São Paulo conta com uma diversidade enorme de restaurantes para agradar os mais diversos gostos.

           Todos os dias da semana, mais de 2 milhões de pessoas passam pela avenida mais famosa de São Paulo, a Avenida Paulista. Desde estudantes até executivos, essa avenida que conta com prédios exuberantes e charmosos, abriga milhares de pessoas todos os dias.

            A avenida que tem mais de 120 anos tem uma cara diferente entre 12h e 14h, pois é a hora em que a sirene instalada na Fundação Cásper Líbero toca anunciando a hora do almoço.

            Essa sirene foi fabricada na primeira Guerra Mundial pelos franceses e era usada como toque de recolher durante os ataques aéreos. O jornalista Cásper Líbero trouxe a sirene para São Paulo e a instalou na sede da fundação. Todos os dias, a sirene era tocada para avisar que os periódicos matutinos e vespertinos estavam prontos. Mesmo com as edições não circulando mais, o toque do meio-dia foi mantido como uma tradição.

            O que mais chama a atenção neste horário é o movimento que os restaurantes que estão na Paulista e nos seus arredores tem. A cada quarteirão é possível encontrar mais de 10 restaurantes e para todos os gostos e bolsos.

            É possível encontrar comida por quilo, lanches, pratos prontos, comidas orientais, árabe, mexicana, italiana, brasileira e os restaurantes variam em torno de 20 a 100 reais. Acompanhei a rotina de três restaurantes para ver como a avenida mais famosa de São Paulo fica na hora do almoço.

            O Gallery é um restaurante localizado em uma galeria junto com outros restaurantes que fica nas imediações da Paulista. O dia começa cedo no estabelecimento: a cozinheira e a saladeira chegam às 7h da manhã e começam a preparar o cardápio que foi decidido pelo dono do Gallery, Ricardo Nosella, de 57 anos, que chega ao restaurante às 8h. As funcionárias chegam às 8h30 e começam a arrumar e limpar o salão.  Quando é 10h40 toda a comida tem que estar pronta para poder atender todo o movimento.

            De acordo com Ricardo, a principal estratégia do restaurante é ter um atendimento ágil e de boa qualidade que faça com que o cliente volte mais vezes. Além disso, Ricardo contou que ele faz de tudo para não deixar que a fila de espera cresça muito. Uma outra estratégia que parece dar muito certo no Gallery, é o cartão fidelidade, em que na compra de 10 almoços, o cliente ganha um cupom para participar de um sorteio de 10 almoços, 10 sobremesas e 4 vale presente na FNAC no valor de 50 reais.

            No dia em que estava no restaurante, conheci João Paulo Moreira, 60 anos, cliente do Gallery desde que foi inaugurado, Já ganhou todos os prêmios e diz que almoça lá pelo menos 3 vezes por semana, pois acha a comida excelente e o preço razoável.

            Segundo João Paulo, o único defeito do restaurante é o de não abrir aos sábados, mas Ricardo diz que não é vantajoso: “a galeria fica sem movimento e se eu abrisse nos fins de semana e para o jantar, eu teria mais despesas do que lucro, não compensa. Porém, decidi abrir o restaurante as quintas e sextas-feiras a tarde para fazer o happy hour dos trabalhadores da Paulista com espetinhos, cervejas e caipirinhas”.

            Inaugurado em 2010, a média de público diário é por volta de 350 pessoas, mas de acordo com Ricardo, o movimento em um dia já chegou a ser de 420 pessoas. Sobre a concorrência, o proprietário diz que tem que ter jogo de cintura: “o nosso diferencial é a qualidade por um preço acessível e o jeito com que tratamos nosso clientes, todos sempre serão bem-vindos e muito bem tratados”. Para Ricardo, a melhor divulgação é aquela feita pelos próprios clientes: “quando eles gostam, eles não só voltam como trazem mais pessoas. Mas, hoje em dia, a internet é uma excelente maneira de divulgar seu estabelecimento, por isso, estamos criando uma página e um site do Gallery”.

            O restaurante Raful fica na Avenida Brigadeiro Luís Antônio e está sempre com um grande movimento. De acordo com Daniela Barbosa de 26 amos, que é a supervisora do restaurante, as pessoas chegam ao restaurante por causa da divulgação feita pela loja de comida árabe que existe na rua 25 de março: “geralmente, as pessoas chegam aqui e nos dizem que gostam muito da loja e é isso o que desperta o interesse de visitar nosso restaurante, nossa qualidade já é reconhecida”.

            O restaurante árabe abre das segundas-feiras as sextas-feiras, das 8h às 20h e aos sábados, das 10h às 16h. O público alvo da semana é diferente do público dos sábados, segundo Daniela, durante a semana, o restaurante atende os trabalhadores e estudantes que estão ali perto e aos sábados os frequentadores são mais casais sozinhos ou com filhos.

            Além disso, a supervisora enfatiza bastante o fato do estabelecimento também oferecer comida brasileira, como pratos frios, do dia, executivos. O Raful também conta com o rodízio de comida árabe que sai $54,90 por pessoa.

            O dia de Daniela no restaurante é bastante corrido, pois ela precisa estar sempre observando como estão o andamento das coisas, se está tudo certo com a comida e, principalmente, se os clientes estão sendo atendidos corretamente e estão satisfeitos: “ confio plenamente nos nossos funcionários, ao todo, contamos com 22 pessoas que se dividem entre caixa, copa, salão, balcão, mas, se algum desses setores precisar e ajuda, nós nos revezamos para dar conta de tudo. Além disso, temos 2 cozinheiras que estão muito bem instruídas e preparadas para atender a nossa demanda”.

            Sobre a demanda em si, a supervisora disse que a quantidade de comida preparada vai de acordo com a quantidade que é pedida, a única coisa que tem um limite é a quantidade dos pratos do dia, que são 10: “ Com isso da para perceber que mesmo em um restaurante árabe, a comida brasileira tem muitos pedidos”.

            Daniela ressalta a importância de se ter um boa estratégia nos horários em que o movimento são maiores, segundo ela, é essencial tratar bem o cliente, pois essa é a maior impressão que fica, o jeito como um restaurante trata seus clientes, depois é necessário ser ágil na rotatividade das mesas: “nós fazemos em um dia,  no horário de pico, que é entre 11h30 e 15h,  com que o público gire de 6 ou 7 vezes na mesa, pois como o espaço é pequeno, precisamos conseguir montar estratégias para atender todo mundo”.

            Sobre a divulgação do restaurante, a supervisora também acredita que a melhor maneira é a divulgação feita pelos clientes, se ele gosta da comida e os funcionários do restaurante o tratam bem, com certeza ele vai voltar e vai recomendar o Raful para outras pessoas. Mas, estamos agora construindo um site para nós”.

            Inaugurado há três anos, o restaurante tem uma média diária de 650 pessoas, mas a maior quantidade de público começa a partir de quarta-feira e vai até sexta-feira, nos outros dias, o movimento é menor e o restaurante fica mais sossegado. Daniela diz adorar o que faz e conta que em um restaurante, problemas sempre irão existir, mas que se a equipe é bem preparada é fácil contornar e dar um jeito em qualquer problema.

            E por fim, acompanhei o dia de Gustavo Queiros, de 26 anos, que é proprietário e gerente do restaurante Magnólia, também, conhecido como “Dezão”. O restaurante que fica em uma galeria na região do Trianon Masp, funciona de segunda a sexta-feira, das 10h40 às 14h40. Quando perguntei sobre o motivo de não servirem jantar, Gustavo disse que é por causa do público que ele atende: “ nós atendemos o pessoal que trabalha nos bancos, nos escritórios, enfim, os trabalhadores em geral, ou seja, nosso restaurante tem o objetivo de atender esse público comercial no horário comercial”. O proprietário ainda conta que já tentou abrir o restaurante aos fins de semana, mas não tem muito movimento, então não compensa para ele, que percebeu que as pessoas que trabalham de final de semana preferem lanche ao invés de comida.

            Sobre o movimento, Gustavo diz que a média diária do público é de 300 a 400 pessoas. E ele tem a vantagem do restaurante ter uma alta rotatividade, pois os trabalhadores não tem muito tempo para gastar, então eles ficam, em média, de 20 a 30 minutos comendo.

            Sobre as estratégias para manter seus clientes, o Magnólia usa de alguns artifícios como tentar criar fidelidade com o cliente, pois, segundo Gustavo, os seus maiores concorrentes estão dentro da galeria e não na Avenida Paulista. Além disso, o restaurante promove promoções, como, na compra de 10 refeições adiantadas, a pessoa paga 10 reais por cada uma.

            Gustavo contou que recebe sugestões de cardápio dos clientes e que todo começo de semana, sua mãe, que o ajuda no negócio, monta os cardápios da semana. E que o cardápio varia sempre, por exemplo, a cada 15 dias, o restaurante serve yakissoba, toda quarta, tem caipirinha.

            De acordo com o proprietário, a sua principal estratégia para ganhar da concorrência é a rotatividade e ele ainda completa: “minha maior divulgação é aquela feita pelo cliente, geralmente, quando ele gosta da nossa comida, ele sempre volta almoçar aqui devido ao nosso preço e com ele sempre vem mais gente”. Ele diz que o principal conselho que ele dá para suas 9 funcionárias é: “não confundam pressa com agilidade”. O Magnólia atende os trabalhadores da Paulista desde 2008.

            Uma das suas clientes que possuem o pacote de fidelidade é Fernanda Ribeiro que trabalha do lado da galeria há 3 anos e come quase todos os dias lá: “o que eu mais gosto no Magnólia é a qualidade da comida, parece comida de casa. Além disso, o Gustavo e todos os seus funcionários sempre me trataram muito bem e com muita educação. Eu recomendo para todos os meus amigos”.

            A Avenida Paulista é um excelente local para almoçar, pois é possível encontrar muita variedade de cardápio e ainda ter preços acessíveis. É importante ressaltar que para se ter qualidade não é preciso gastar muito dinheiro, basta procurar com atenção.

A hora do almoço na Avenida Paulista

Tema: Comportamento

Viés: O funcionamento de estabelecimentos comerciais

1. Quero propor uma reportagem temática sobre o funcionamento dos restaurantes da Paulista na hora do almoço, do ponto de vista dos funcionários e dos clientes.

2. Por estar na Avenida Paulista e almoçar por la todos os dias, eu noto que a sirene que toca na Gazeta às 12h é o marco para a hora de almoço da maioria dos trabalhadores – que são muitos! – e eu sempre fiquei curiosa para saber como os restaurantes se preparam para essa demanda tão grande.

3. Gostaria de saber se há alguma diferença na preparação dos cardápios e dos próprios funcionários nos dias da semana em relação ao final de semana. Como os restaurantes mantém a qualidade ou como buscam um diferencial para conquistar um público. Como os trabalhadores selecionam os restaurantes, se eles trocam com frequência de local e por quais motivos há essa troca.

4. Minha pergunta inicial seria: “Existem restaurantes suficientes para a demanda de trabalhadores?”

5. As minhas fontes seriam donos e funcionários de restaurantes e os trabalhadores que frequentam esses ambientes dos mais variados níveis.

6. Acredito que o que há de especial na minha matéria é a questão de olhar os bastidores da Avenida Paulista, perceber a dinâmica de um horário que costuma ser tão corrido na vida dos trabalhadores.

BEATRIZ ATIHE DE OLIVEIRA.