Batalha contra uma época

A trajetória de Delza de Oliveira Pereira, uma senhora à frente de seu tempo

O porte vigoroso já sugere a presença de uma mulher forte, que não se deixou abalar pelas intempéries da vida. Mantém uma aparência milimetricamente cuidada: rosto maquiado, cabelo tingido e bem penteado, roupas modernas e vibrantes. Delza não aparenta a idade que tem. A voz fina e um tanto estridente mostra a alegria que tem por viver. Ao mesmo tempo, o modo de falar calmo e amigável traz a sensação de que nada neste mundo é impossível. Minha avó é uma fonte de crença e esperança, na qual tento me fortalecer a cada dia.

Para Rosa Cristina Bitar, filha única de Delza, a mãe pode ser brevemente definida como uma “típica pisciana”. “Ela é uma pessoa calma, paciente e sensível. Sempre se preocupa muito em ajudar os outros, e às vezes acaba esquecendo seus próprios problemas. Age sempre pelo emocional, e é muito sonhadora”, conta Rosa.

Nascida em Santos, no litoral paulista, no dia 22 de fevereiro de 1939 em uma família de classe média-baixa, Delza de Oliveira Pereira parou de estudar na oitava série, quando começou a trabalhar. Casou-se aos 18 anos, teve uma filha, e se separou em uma época em que o divórcio era inadmissível. Lutando contra o preconceito da família, Delza voltou a estudar, terminou o segundo grau e ingressou na faculdade de Direito. Devido ao seu passado, ela passou a trabalhar como advogada de causas familiares, dando suporte às mulheres que eram maltratadas por seus maridos. Apesar de ter vivido outros relacionamentos conturbados, a perfilada conquistou a estabilidade profissional e viu sua filha seguir seu exemplo, trabalhando e formando uma família.

Filha de Manuel Menezes Pereira e Ruth de Oliveira Pereira, Delza caracteriza o pai como um homem enérgico e preocupado em sustentar a casa; a mãe era uma mulher simples, que não teve estudo, mas que educou com muito amor e dedicação os quatro filhos. “Meus pais eram maravilhosos”, descreveu a perfilada. Delza é a mais velha dos quatro irmãos: dois homens e duas mulheres. Apesar de brigar com eles durante a infância, ela separava as brigas e ia atrás de quem “mexia” com os irmãos. “Eu era a defensora deles”, disse.

Irmã caçula de Delza, a contadora aposentada Dilma Pereira Zamari, de 63 anos, se lembra dos momentos em que era protegida pela irmã: “Ela sempre teve personalidade forte, do tipo que não leva desaforo para casa. Mesmo depois de adulta, ela continua defendendo os irmãos quando algum problema aparece”, conta Dilma.

“Minha infância foi simples, mas muito rica em detalhes”, explica Delza, que elegeu como sendo os melhores momentos de sua infância as visitas à casa da avó nos finais de semana, onde podia brincar na goiabeira e no mato: “era uma festa”, disse. Nos dias de chuva, as brincadeiras eram ainda mais divertidas, pois ela costumava ficar no ponto de ônibus e jogar água nas pessoas, junto de sua tia mais velha. Em uma ocasião, foi para casa, depois da escola, pendurada em uma carroça. Caiu em uma poça d’água e voltou para casa toda molhada e suja. Foi a única vez em que apanhou de seu pai. Acredita que as crianças brincavam com mais originalidade naquela época, sendo que as meninas brincavam até cerca de 14 anos, algo que é mais raro hoje em dia. Delza não teve muitos amigos na infância, apenas colegas da escola. Era muito restrita em casa, e os pais não deixavam que visitasse os colegas.  Apesar disso, teve uma vida feliz, apenas estudando, até os 15 anos.

Delza estudou em um colégio próximo à sua casa, “como era de costume”, até a oitava série. Uma de suas professoras ficou marcada em sua mente: “todos sabíamos que, quando ela vinha com uma blusa vermelha, estava brava”.  Muitas vezes se envolveu em confusões na escola, como no dia em que saiu da sala para soltar os animais presos em uma carrocinha. Em outra ocasião, jogou leite na moça que servia a refeição, porque não queria tomá-lo.

Com o fim do que poderíamos chamar de “período de infância” da perfilada, começa o início de uma trajetória de independência. Aos 16 anos Delza começou a trabalhar, escondido do pai, em uma loja de departamentos. Depois de seis meses no cargo, foi indicada para ser a chefe do setor. No ano seguinte, começou a trabalhar em uma farmácia (a Drogasil) como balconista. Foi nessa época que conheceu seu futuro marido, Nestor. “Um dia voltava para casa depois do trabalho e um rapaz começou a conversar comigo e me acompanhar na rua, e assim nos conhecemos. Uma das vezes em que ele me levava para casa, meu pai estava me esperando no portão, de pijama azul. Na hora, começou a pressionar Nestor, perguntando quais eram as intenções dele comigo!” – lembra, rindo.

Aos 18 anos, Delza casou-se com Nestor, na igreja e no civil, e um ano depois foi mãe de uma menina, a quem chamou de Rosa. O casamento, no entanto, não foi feliz; o marido agressivo e possessivo fez com que Delza pedisse a separação aos 21 anos. Os pais não viram com bons olhos o divórcio: “mulher separada, naquela época, não é como hoje”. Ela disse, porém, que foi depois da separação que sua vida realmente começou.  A partir daí, voltou a morar com a mãe e chegou a ter dois empregos para se sustentar, ressaltando que não se cansava por isso. Ela tinha o sonho de voltar a estudar. “No entanto, eu era uma mulher separada. Na época, as divorciadas deveriam ficar em casa, não estudar”, conta. A família não apoiava Delza; seu avô, inclusive, dizia que ela “não era mais sua neta”. Depois de muita luta contra o preconceito, conseguiu voltar a estudar e completou o segundo grau.

Em 1968, Delza começou a trabalhar no INSS e logo conheceu Albino, em uma reunião. Namoraram durante pouco tempo e já se casaram, apenas no civil. Os dois brigaram e ficaram separados durante um ano. Algo que parecia ruim acabou por se tornar o motivo de novas oportunidades para Delza: foi quando ela deu continuidade ao seu sonho de estudar e começou a fazer faculdade de Direito na PUC – Campinas, na qual se formou aos 39 anos. Durante os estudos, ela continuava morando em Santos, com a mãe, Ruth, e a filha, Rosa. Nessa época, Delza tinha alguns amigos da faculdade e do trabalho, mas não costumava sair. Apesar disso, começou a aproveitar mais a vida, com viagens, passeios, músicas e livros.

No final do primeiro ano de faculdade, Delza se encontrou com Albino, e os dois decidiram reatar o casamento. Ele estava indo para o Rio de Janeiro, e conseguiu que o INSS a transferisse para lá também. Com novos planos, a entrevistada se mudou para o Rio de Janeiro com a filha Rosa e continuou a faculdade de Direito na Universidade Gama Filho. No entanto, a sogra de Delza também foi morar com o casal, o que deu início a uma série de problemas. Segundo Delza, a mãe de Albino era muito possessiva e não aceitava o casamento do filho. “Ela tinha complexo de Édipo”, analisa a perfilada, que brigava muito com o marido e com a sogra. Uma vez, Delza descobriu que a mãe de Albino havia falado mal dela para e empregada. Brigou com a sogra e a deixou do lado de fora do apartamento, esperando que Albino chegasse. Por causa disso, acabou brigando com o marido também, e deu fim ao casamento, que durou cinco anos.

Com a nova separação, Delza foi morar em São Paulo e voltou a cursar a PUC – Campinas, agora no terceiro ano. Enquanto isso, Rosa retornou à casa da avó, em Santos. Delza trabalhava em dois empregos para pagar o aluguel de um pequeno quarto e ajudar no sustento de Rosa e Ruth.  Quando se formou em Direito, abriu um escritório com um sócio e comprou um apartamento, onde foi morar com a filha que, já com 18 anos, veio para São Paulo fazer cursinho. “Nessa época, nós éramos muito unidas e fazíamos de tudo juntas”, conta Delza, que mesmo trabalhando muito, sempre esteve presente na vida de Rosa e fazia questão de ajudá-la nos estudos.

“Depois de separada, ela sempre arcou com todas as despesas, nunca pediu nada para o meu pai. Ela colocou na minha cabeça que eu tinha que me formar e ser uma pessoa de bem”, lembra Rosa.

Por volta dos anos 1980 – ela não se lembrava exatamente – Delza conheceu Walter, também no ambiente de trabalho. Os dois namoraram durante quatro anos, e assim como nos relacionamentos anteriores, houve a separação. Dessa vez, porém, o término do namoro se deu quando Delza descobriu a traição de Walter. “Ele era um sultão, queria ter várias mulheres”, lembra. Delza diz que, depois de Walter, não namorou mais ninguém.

Rosa entrou na faculdade de enfermagem e, em 1985, se casou com Akram. Apesar da alegria de ver a filha realizada, Delza se sentiu muito deprimida com o casamento de Rosa, pois passara a morar sozinha, sem a companhia diária da filha. Assim, mudou-se para um apartamento no Morumbi, longe da casa de Rosa e Akram, onde mora até hoje. “Há anos quero que ela more mais perto de nós, mas ela não abre mão de sua individualidade, sempre acha que vai atrapalhar alguma coisa”, revela Rosa.

Mesmo sendo presente no dia a dia da família, Delza luta para manter a independência que conquistou com tanta dificuldade. E o trabalho tem um papel fundamental nisso. A secretária de Delza, Odete Pires, de 46 anos, se admira com a vitalidade da perfilada: “A Delza não para nunca. Não sei como ela consegue, com essa idade, pegar tanto ônibus, ficar andando por aí, no meio dessa loucura toda. Não consigo entender muito bem, acho que ela deveria parar de trabalhar e descansar um pouco. Ela já fez tanto, sabe?”.

Para Odete e todos que questionam seu estilo de vida, Delza explica: “Continuo trabalhando por dois motivos. Primeiro, porque eu não quero depender de ninguém, gosto de ter minhas responsabilidades e minhas economias. Isso faz com que eu não me sinta como se tivesse perdido o meu valor. Além disso, apesar de a nossa Justiça estar corrompida, eu acredito que ainda há uma esperança. Quero ajudar as pessoas que passaram pelo que eu passei, e exercer minha função enquanto eu posso”.

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Perfil – Rubene Di Tolla

Pretendo fazer o perfil de Rubene Di Tolla Ferreira, dona de uma academia de dança na Vila Mariana, em São Paulo. Nascida na Hungria no início da Segunda Guerra Mundial, Rubene veio ao Brasil ainda criança, e trouxe consigo a paixão pela dança. Formada em Ballet Clássico no Brasil, foi se aperfeiçoar no exterior. Mesmo depois de casada e com filhos, manteve a dança como parte essencial de sua vida. Hoje, aos 80 anos de idade, viúva, ela permanece dedicada ao trabalho, com o mesmo rigor de sempre.

Tenho curiosidade de conhecer suas experiências e trajetória de vida, e saber em que momento de sua vida exatamente surgiu essa paixão, quando surgiu a oportunidade de abrir a academia, se contou com o apoio da família, entre outras questões.

A resistência do saber

A resistência do saber

Como as bibliotecas sobrevivem à tecnologia

 O acúmulo de informações na história da humanidade teve início antes mesmo do surgimento dos livros, quando o homem passou a dominar as técnicas de escrita, criando acervos constituídos de tabletes de argila, papiros e pergaminhos.

Já, por volta dos anos 80, qualquer trabalho escolar levava os estudantes à uma biblioteca pública onde,  em um ambiente silencioso, pesquisas às fichas manuscritas e já encardidas pelo tempo, deveria achar o(s) livro(s) que necessitava e sentando-se  às grandes mesas, passava-se horas intermináveis copiando trechos para compor o que havia sido pedido.

Quando a produção e a comercialização de computadores pessoais se popularizaram, dando acesso à parte da população a uma infinidade de fontes de informação, muito se questionou sobre a sobrevida que as bibliotecas teriam.

É claro que, com a facilidade da internet, as bibliotecas precisaram se adaptar a um universo até então desconhecido, procurando manter sua importância para o conhecimento e a cultura da sociedade. Assim, a biblioteca deixou de ser simplesmente um espaço físico que abriga livros e ganhou uma definição mais abrangente, sendo todo espaço – concreto ou virtual – destinado a uma coleção de informações, sejam escritas em papel ou digitalizadas.

Muito se fala a respeito do futuro do livro, mas será que as bibliotecas conseguirão garantir seu espaço diante de tanta tecnologia? O poeta gaúcho Armindo Trevisan escreveu um artigo abordando a necessidade de uma nova concepção para a Biblioteca Estadual do Rio Grande do Sul, concepção essa que poderia ser implantada nas bibliotecas de todo o mundo. “O edifício poderia sediar, no térreo, a recepção, os serviços gerais e um auditório magnífico, que servisse para encontros literários, audições de música clássica, principalmente música de câmara. Nos outros andares, salas para oficinas literárias, cursos, enfim tudo o que possa agilizar nossos neurônios. Nos outros andares, colocaríamos os livros, nossos anfitriões.”

O que Armindo propõe é uma mudança no significado de biblioteca, que deixaria de ser vista unicamente como um espaço de leitura, de alta erudição, de silêncio, sem local para a troca, e passaria a ser um centro de conhecimento e convivência, onde as pessoas trocariam experiências e ideias.

Para Regina Gumieri, de 52 anos, que trabalha na Biblioteca Roberto Santos, no bairro do Ipiranga, a mudança foi muito grande. “Sou bibliotecária há trinta e três anos, e posso dizer que nesse período vivenciei várias transformações no perfil dos frequentadores. A área de pesquisa diminuiu muito, principalmente por parte do público adolescente, porque eles preferem a praticidade à qualidade. Hoje em dia é muito mais fácil, pois basta apertar um botão para ter todas as informações que você precisa”, comenta. Apesar disso, Regina não tem mágoas da tecnologia: “Tenho que admitir que a informática facilitou muito a rotina interna de uma biblioteca, em relação a cadastro de usuários e de livros. Hoje as pessoas podem consultar o catálogo online e já chegar na recepção com o código do livro desejado em mãos.”

Segundo Regina, a procura por livros de literatura aumentou muito nos últimos anos, principalmente da parte de crianças e jovens. “Como a Roberto Santos fica perto de muitas escolas, os estudantes costumam vir na hora do intervalo ou depois da aula. Alguns fazem pesquisas para trabalhos da escola, mas a maioria procura livros de seu interesse”, conta a bibliotecária. Além disso, a Roberto Santos é especializada em cinema, e conta com acervo temático, exposições e sessões de filmes gratuitas, o que atrai cinéfilos de toda a cidade.

Na opinião de Regina, as bibliotecas não correm risco de extinção, pois estão se adaptando cada vez mais às características do seu público frequentador. “Podemos encontrar aqui nessa unidade avós que trazem seus netos para retirar gibis e livros infantis para passarem uma tarde longe da televisão e do videogame”, conta.

Outro fator que colabora para a continuidade das bibliotecas é o alto preço dos livros no Brasil. Devido à baixa tiragem e o pequeno mercado, um mesmo livro produzido na Europa chega a custar mais que o dobro no mercado nacional.

A estudante Marina Dias, de 16 anos, costuma frequentar a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, para pegar obras emprestadas e economizar no que seria, segundo ela, um enorme gasto em livros. “Leio muito rápido, por isso não vale a pena comprar. Vou à biblioteca a cada duas semanas, e pego três ou quatro livros”, disse.

Para fazer pesquisas, Marina opta pela internet, mas quando o assunto é leitura, prefere os livros físicos aos formatos digitais. “Os e-books são práticos, mas gosto mais do prazer de folhear um livro”, afirmou a estudante.

Além da concorrência com a internet na área de pesquisa, a praticidade dos livros digitais ou e-books faz muitos leitores abandonarem as bibliotecas. O estudante de arquitetura Diego Guimarães, de 23 anos, procurava um livro raro na Biblioteca Mário de Andrade, sugerido por um professor da faculdade, mas confessou que não costuma frequentar nenhuma biblioteca. “Gosto de ler romances e livros de autoajuda, mas sempre compro a versão digital e leio no tablet. Acho que a leitura flui mais do que no formato convencional”, opinou Diego.

Já o aposentado Luis Fernando Pallavicini, de 58 anos, é totalmente avesso à tecnologia. Sem acesso à internet, ele conta que evita usar até mesmo o celular. “Não costumo ler nada pela internet, nem e-mail. Concordo que a rede facilita a circulação de informações, mas nem sempre de boa qualidade”, ressaltou. Apesar disso, ele não acha que exista uma concorrência direta entre internet e biblioteca. “Espero que nunca acabe”. Morador do bairro do Ipiranga, Luis Fernando frequenta a Biblioteca Roberto Santos pelo menos duas vezes por semana, para ler revistas, jornais e livros.

Anteriormente vistas como centros de pesquisa e informação, hoje as bibliotecas tem uma função diferente, oferecendo diversas atividades além da leitura em si, como cursos, oficinas e exposições. Além da Roberto Santos, que oferece sessões de cinema, o sistema municipal de bibliotecas de São Paulo conta com outras bibliotecas temáticas, que, além do acervo comum a todas as unidades da rede, colocam à disposição da população um acervo específico e oferecem uma ampla programação cultural sobre um determinado tema, como a Biblioteca Belmonte, em Santo Amaro, especializada em Cultura Popular, e a Cassiano Ricardo, no Tatuapé, com temática em Música.

A Biblioteca de São Paulo, mantida pela Secretaria de Estado da Cultura procura aproximar o fascínio de adultos, jovens e crianças pelo mundo digital com a leitura, enxergando os livros eletrônicos como aliados na proposta de inclusão social por meio da leitura. A instituição disponibiliza no próprio site uma lista com 170 clássicos da literatura e 20 livros infantis para download, além de divulgar outros sites em que o usuário pode achar livros no formato digital, como o E-books Brasil e o Domínio Público.

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) também disponibiliza gratuitamente o acervo pertencente ao seu sistema de bibliotecas e centros de documentação. O material pode ser acessado no site Biblioteca Digital, e está distribuído nas categorias Hemeroteca (revistas e jornais), Livros, História de São Paulo e Artes Visuais. A Biblioteca Digital conta também com materiais da Biblioteca Nacional, Arquivo Público do Estado de São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade, parceiros da Unesp no projeto.

A recém-inaugurada James B. Hunt Jr. Library, biblioteca da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, inovou o conceito de biblioteca, desde a arquitetura ampla e sofisticada, até os mecanismos de pesquisa. Assim que o usuário realiza o pedido no catálogo digital, um robô é ativado através de um sistema de delivery, semelhante ao das grandes indústrias . É possível acompanhar o robô ir até onde está o livro e esperar que ele chegue a suas mãos. Além disso, a Hunt Library conta com 100 salas de estudo, auditório, restaurante e laboratórios de informática. Tudo isso para incentivar a leitura e a troca de ideias entre os usuários.

Esses são apenas alguns exemplos de iniciativas que convergem para um único objetivo: garantir a continuidade da transmissão do saber através das bibliotecas.

As bibliotecas de São Paulo na era digital

Tema: Cultura

1) Quero propor uma reportagem narrativa sobre a situação das principais bibliotecas de São Paulo, que ainda sobrevivem em meio à era digital, sob o ponto de vista dos usuários.

2) Proponho esta reportagem a partir de uma experiência individual: Na biblioteca do meu bairro, uma mãe retirando gibis para o filho, fato incomum nos dias de hoje.

3) Tenho curiosidade de conhecer o funcionamento das bibliotecas de São Paulo e seus usuários. Com a facilidade da internet, a biblioteca continua sendo um lugar de pesquisa? Quem são as pessoas que frequentam: estudantes, intelectuais, idosos? A biblioteca pode ser um lugar de lazer? O que deveria fazer para se remodelar? Por que mesmo os leitores não têm o hábito de ir à biblioteca?

4) Minha pergunta inicial seria: A biblioteca está caminhando para um fim?

5) Para responder a essas perguntas, as fontes seriam os usuários e funcionários das bibliotecas de São Paulo, e especialistas no assunto.

6) Acredito que a reportagem seria especial porque traria a discussão das novas mídias x livros sob a ótica pouco explorada das bibliotecas, que muitas vezes nos passam despercebidas.